Os Professores
Vinham as alegres cabeças.
Nossa fala,fluindo:flauta.
No quadro-negro,o giz-
verdes palavras,
cadernos brancos,
negros bordados
(oposto espelho).
Trazíamos histórias
de populações remotas,
informávamos.
Compúnhamos do som,
dispúnhamos do dom
(palavras).
Um dia,magos,
quisemos poder,
sem fala,
ministrar aula.
Restamos sem arma.
O quadro-negro rachou-se
o colégio esvaziou-se,
a vida concluiu-se no avesso
da lição;os dedos de tinta,
usados;o rosto de pó,
plasmado.
A despedida dos discípulos,
o medo.
Sim,a sirene,
a plateia andada,
o silêncio,ah,o silêncio.
Nos cantos,o lixo:
rotos papeis,
despojos da aula.
O caderno negro,
o branco quadro,
a palavra andad.
Assim como nós perdoamos aos nossos professores,perdoai-nos.
Tentando vário modo,chegamos ao impasse:
impossível ensinar a aprendizagem.
Lição:o corpo pelas ruas-
ensinam ,mais passos.
O aprendizado:recreio
nos silêncios do mundo,
demomstrando-nos sem giz
no quadro negro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário