domingo, 24 de janeiro de 2010

Globo reflete sociedade brasileira




Tem gente que passa toda a vida se esforçando para definir qual o posicionamento político e religioso da Rede Globo. Sinceramente, é um trabalho inócuo, afinal é mais do que comprovado que a emissora do Plim-Plim reflete, apenas, as intemperanças da sociedade brasileira, leia-se nada com maré.

A Globo passa pela manhã a Santa Missa e logo depois vem o programa Sagrado, altamente relativista e politicamente correto; numa chamada aparecia uma mãe-de-santo defendendo o laicismo do Estado como se este se fizesse na retirada de símbolos religiosos das repartições públicas. O mais engraçado é que a Globo, que pela edição deixou claro o seu apoio, não passa uma mesa branca espírita ou ritual de candomblé pelas manhãs, mas sim a Liturgia católica, justamente por refletir a crença majoritária dos brasileiros, ou seja, IBOPE. A mesma maioria que assiste a Missa pela TV Globo é a mesma maioria que defende o Crucifixo nas Câmaras, Juizados etc.

Já pela tarde vem a novela “Alma Gêmea” com todo o seu espiritismo escancarado e a noite temos “Viver a Vida” com mulheres que vão até a cartomante para saber se devem trair o marido, onde as relações matrimôniais são sempre falidas e pecaminosas. Nas novelas de Manoel Carlos apenas os “casais” homossexuais são felizes e amorosos, além disso, não faltam falas das personagens com críticas diretas à Igreja, coisas do tipo; “A família da fulana era muito católica, para eles tudo era pecado”, como já foi dito na atual novela, ou como na predecessora do mesmo autor que tinha uma menininha racista e o pai veio dizer que era porque os avós eram católicos.


Já de noite nos deparamos com o “estupendo” Big Brother Brasil!

A Globo ama o BBB porque pode usá-lo como laboratório para todos os tipos de bizarrices e sequer se expor. Vejamos. A emissora nunca colocou um beijo homossexual nas suas novelas temendo a reação do público. Pondo dois homossexuais na casa do BBB a Globo prepara o terreno, abre a porteira, sem sujar as suas mãos; se os homossexuais do programa se beijarem, se são estereótipos da cultura gay mais grotesca, a “culpa” é deles, a Globo não tem nada a ver com isso, pensam eles.

E o que a Globo pretende? Simples, ela quer que os brasileiros acabem o Big Brother Brasil 10 achando a coisa mais natural do mundo um homem se vestir de “Priscila a Rainha do Deserto.

Fonte : Acarajé Conservador

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